Chega em casa tarde. Sons de carros e o horizonte coberto de prédios: feios, as ruas cobertas com pessoas sujas e mal resolvidas. Quem dera um cenário diferente. Quem sabe uma outra metrópole, outra vila, outra galáxia. Os detalhes se perdem, os bons e os ruins...escorrem em seus dedos...Mas ele não reclama prefere tudo assim, muito exato, particular e concreto. Também como poderia viver diferente um contador.Aprendeu muito cedo que os zeros não valem muito quando vem antes e o que acrescenta não pode subtrair...verdades matemáticas...Poliestireno encantado....virou sua vida. O rock não consegue lhe trazer sentido, libertação. O amor para ele é um empreendimento e as pessoas clientes de seu ego. Tarde da noite, lua cheia, beatles disponível e o máximo que ele alcança é uma frase de auto-ajuda no msn e um miojo na cozinha.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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